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Geólogos e Defesa Civil do Estado avaliam estragos na Posse


Geólogos do Departamento de Recursos Minerais do Estado do Rio de Janeiro (DRM-RJ) e da Secretaria de Defesa Civil iniciaram a avaliação da queda de blocos rochosos do maciço no Ingá, na Posse, área rural de Petrópolis, no quinto distrito, na manhã desta quarta-feira (23.01). O prefeito Bernardo Rossi, acompanhado do secretario estadual das Cidades, Juarez Fialho, participou da vistoria em conjunto com os profissionais. A prefeitura também vai acionar o Ministério do Desenvolvimento Regional para que uma equipe auxilie no trabalho de avaliação dos danos e análise de necessidades.
Seis casas foram atingidas pelas pedras - que caíram de uma altura de 100 metros e pesam até 50 toneladas - na Estrada da Pedreira e não houve feridos. Até o momento, permanecem interditados cerca de 40 imóveis preventivamente pela Defesa Civil em um raio de 500 metros. A Secretaria de Assistência Social cadastrou 15 famílias - 39 pessoas - e disponibilizou o CRAS da Posse para o suporte aos moradores. A prioridade da prefeitura é assistir a população. As equipes permanecem no local para contato com todos os residentes na área.
 “É fundamental apoiar os moradores e deixá-los em segurança. As equipes da prefeitura estão no local dando o primeiro atendimento. Estamos acionando o Ministério do Desenvolvimento Regional para que também avalie o local", afirma o prefeito Bernardo Rossi.
O secretario estadual das Cidades, Juarez Fialho, garantiu que vai levar a situação da Posse para o governador do Estado, Wilson Witzel. "O apoio do DRM-RJ também é importante para essa avaliação técnica", disse. “O apoio do estado deve ser destacado pela presteza em que os técnicos do governo foram colocados à nossa disposição”,  completa Bernardo Rossi.
Três famílias estão no perfil para serem assistidas pelo aluguel social e serão incluídas no programa. "Elas vão receber roupas e as demais famílias serão assistidas de acordo com as suas necessidades", explica a secretária de Assistência Social, Denise Quintella.
Em uma primeira análise, os geólogos confirmaram fenômeno natural em que as altas temperaturas  aliada às chuvas fortes podem ter provocado o deslocamento de rochas, após sequência de variação térmica. “A sequência do trabalho vai sinalizar quais imóveis devem permanecer interditados", explica o secretário de Defesa Civil, Paulo Renato Vaz.
Em 2014, casas já haviam sido interditadas no local. Moradores apontam que o deslocamento de rochas já teria ocorrido antes, a partir de 2004.
Também participaram da vistoria os secretários de Obras, Ronaldo Medeiros;  de Meio Ambiente, Renato Couto; de Assistência Social, Denise Quintell;, de Serviços Segurança e Ordem Pública, Djalma Januzzi, além dos vereadores Relojão e Ronaldo Ramos.

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